Para especialista, a Geração Y é mais
dinâmica, questionadora e disposta a assumir riscos e
desafios
Quando os integrantes da chamada Geração Y
(nascida após 1980) ingressaram no mercado de trabalho
acabaram por se deparar com gestores arraigados no cargo há
anos e que priorizavam o trabalho.
"Chegou uma geração muito mais alinhada à
tecnologia, um grupo que, ao contrário do anterior, não
tem dificuldade de se adaptar aos novos conceitos do mercado de
trabalho", afirma a coordenadora do departamento de
Carreiras da Veris Faculdades, Priscila de Azevedo Costa.
Para a especialista, a Geração Y é mais
dinâmica, questionadora e disposta a assumir riscos e
desafios, algo que passa longe do comportamento conservador da
Geração X (nascida após 1960) e dos Baby
Boomers (nascidos após a 2ª Guerra Mundial).
"Isso assustou a geração anterior. Esse
novo grupo chegou rápido, crescendo, com perfil de
tomada de decisão, com soluções mais
criativas para os problemas", explica Priscila.
Comportamento
Apesar de estamparem o perfil do momento, a nova geração
peca pelo descompasso no exercício de suas tarefas. Em
tese, acabaram por ser taxados de desorganizados, já que
optam por fazer tudo ao mesmo tempo. Eles são
competitivos ao extremo e impulsivos, pelo fato de não
avaliarem as decisões tomadas.
"Todos esses gargalos fizeram com que a Geração
Y ficasse com uma imagem distorcida. O fato deles serem
multitarefa não é ruim, mas quando se encontram
com gerações diferentes isso gera conflito",
aponta Priscila.
"Os Ys não enxergam o trabalho como um fim, mas
sim como meio, uma vez que eles não irão
priorizar o trabalho em detrimento à família.
Eles querem o poder, flexibilidade, além de
independência para trabalhar", completa a
especialista.
Priscila credita a mudança do perfil "workaholic"
pelos jovens ao fato da convivência, na infância,
com os pais focados no trabalho, sem tempo para os filhos.
Mercado
Diante da tendência impulsiva e, principalmente,
competitiva, a coordenadora da Veris alerta para que os "Ys"
tomem precauções para não perderem o
equilíbrio, seja nos processos de trainees ou em simples
entrevistas de emprego.
"Eles são ambiciosos e competitivos demais, o
que, de certa forma, causa a impressão de
individualidade. Incide também o comportamento agitado,
de mudarem sempre de emprego e não concluírem os
projetos", pontua Priscila.
Para "atrairem a simpatia" das gerações
anteriores, os jovens precisam, antes de tudo, entendê-los.
Segundo a especialista, é essencial que os "Ys"
saibam se conter e não passar por cima dos que já
estão há tempos na empresa.
Fonte: Infomoney As matérias aqui apresentadas são
retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito
pela mesma.